Pinturas à óleo da série "Cinzas"

Tio Hamilton
70x100 cms.
óleo sobre tela
2004
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Statement
A arma que ele usou foi uma "garruchinha", calibre inferior a uma 22. Disparo que, surpreendentemente, não o matou. Lembro-me de ter visto uma radiografia do crânio dele com a bala alojada. Morreu somente dez anos depois, alcoólatra.
Convivi com ele até por volta dos meus 8 anos. Lembro-me dele pela atenção que me dedicava e por ensinar-me a jogar xadrez. Nunca soube, nem por ele e nem por ninguém, o motivo de sua auto-destruição.
Ficou para mim como um símbolo das vítimas que desaparecem sem deixar vestígios. Como disse o mestre Walter Benjamin, os vencedores carregam em cortejo triunfal até mesmo a história dos vencidos. Pintei este quadro como um modo de purgar a minha imaginação.
Fortuna crítica e poética desta pintura
Participação em exposições
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2007, 20 de setembro a 13 de outubro - Esta pintura participou da exposição "Cinzas", Sala José Antônio Teodoro, Secretaria Municipal da Cultura, Londrina.
Publicação em mídia impressa
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2011, abril - Minha pintura "Tio Hamilton" ilustrou o ensaio "Marcianos e Venusianas. Aspectos relativos à Psicologia", de autoria da Dra. Vera Ribeiro publicado em "Marcianos & Venusianas", org. de Manuel Mendes Silva, Editora Lidel & Bayer HealthCare, Lisboa. pp. 241-244.
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Publicada na Folha de Londrina, Caderno Folha 2, pp. 1, 20 de setembro de 2007, Londrina, PR.

