Gravuras de João Werner ilustram 101 poesias

Outras informações sobre o artista

Pintura ilustrando publicação impressa

"Fronteiras, Poemas", livro de Cida Sepúlveda

A gravura digital 'Moça dormindo' ilustrou a capa do livro 'Fronteiras, Poemas', de Cida Sepulveda. Campinas (SP), Editora Pontes, 2008. 74 pp.

Gravuras e pinturas ilustrando poesias em 2012, na internet

  • Blog "Das tripas coração"
    Casal III

    2012, janeiro 20 - Minha pintura digital "Casal III" foi exibida no blog "Das tripas coração", ilustrando a poesia "O aprendiz", de João Pedro.
    Desejava uma clareza sempre igual.
    Que zelasse eternamente consciente.
    E vogasse, mesmo sem ter vento…

    Mas de uma alegria, extrai um tormento.
    Como algo transparente, que esquece de repente,
    o que julga ser banal.

    Ainda não te disse, mas não sei ser feliz…
    Nessa matéria, estudei só para aprendiz.

    No entanto, é estranho…
    Se tudo o que tenho, foi conquistado com amor.

    Hoje, o meu coração, desenhou um poema.
    Sobre este tema, ganhou-lhe inspiração…
    Foi por ti, mais bela flor, fruto de paixão.
  • Blog "O imaginário"
    "Moça dormindo"

    2012, janeiro 09 - Minha pintura digital "Moça dormindo" foi exibida no blog "O imaginário", ilustrando a poesia "Canção noturna" da poeta Márcia Sanchez Luz.
    Não quero mais que digas ter amor
    por mim, quando bem sei que só me queres
    para enfeitar teu corpo com prazeres
    que ao fim me causam sofrimento e dor.

    Não quero estar contigo e meu frescor
    te dar inteiro. Eu sinto que me feres
    porque desejas mais de mil mulheres
    por garantia, para o teu louvor.

    Esquece o que vivemos, eu te peço!
    Foi tudo uma ilusão desenfreada
    que agora finda e a paz é o meu ingresso

    à vida que me espera mais ousada.
    Isto é o que pagas pelo desapreço,
    por me fazer chorar de madrugada
  • Blog "Fragmentos de uma vírgula"
    "Jovem anarquista"

    2012, janeiro 02 - Minha pintura à óleo "Jovem anarquista" foi exibida no blog "Fragmentos de uma vírgula", ilustrando a poesia "Negativo - a contra cultura", de Tadeu Francisco. Quando o A vem para negar,
    A falta não existe.
    É apenas mais um A
    Descrevendo a louca linha.
    Quando o "Des" também a nega,
    do desdém extraio a forma
    E me ouso um poeta
    cantador das várias covas.

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Gravuras e pinturas ilustrando poesias em 2011, na internet

  • Blog "Le Monde"
    "Amantes"

    2011, novembro 18 - Minha escultura em resina "Amantes", foi exibida no blog "Le Monde Dans Mes Yeux", ilustrando a poesia "Terra prometida", de Márcio Ferraz.
    Em cada fio de cabelo
    Deslizando em minhas mãos
    Tenho de ti a melhor sensação
    No brilho do teu olhar
    Eu me rendo completamente

    Como uma manhã luminosa
    Uma questão de sentimento
    Quem sabe você sinta
    No seu coração
    Tudo que tenho para lhe dar

    Paixão, calor e afeto
    Campos verdes me levam até você
    Lendas e tradições
    Sorria cada sorriso vale a minha vida
    Coloque seu maior desejo, eu amarei

    Sem sonhos não há realidade
    Isto é tudo um resumo da felicidade
    Tentando apenas não pensar
    A minha terra prometida em ti
    O melhor preço é aquele que pagamos com amor
    Fique comigo está noite.
  • Blog "Pescador de pensamentos"
    Sátiro entre cogumelos

    2011, junho 15 - Minha gravura digital "Sátiro entre cogumelos" foi exibida no blog "Pescador de pensamentos", ilustrando a poesia "Errando demasiadamente errando", de autoria de Adriano C. Tardoque.
    Necessário.
    Experiencia,
    Contraditório,
    Vivência.

    Consciente,
    inconsciente,
    humano,
    demasiadamente!

    Quantas vezes o tempo me permite errar?
    Quantas chances terei eu de tirar proveito,
    Das escolhas que faço, ou tenho desfeito,
    Na insanidade mestra do "ter que acertar"?

    Pois se me for negada, a faculdade do erro
    Abre alas, então, para o carro fúnebre passar,
    Convoca os músicos negros para o jazz, tocar,
    E abre a cova funda, para meu enterro.
  • Blog "Milton Martins"
    Mesa de bar

    2011, junho 09 - Minha gravura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog "Milton Martins & Temas Livres", ilustrando a poesia "Poeta beberrão", de Milton Martins.
    Ah ! poeta falsificado
    triste e doido beberrão;
    rei da histeria tola
    o que pensas da poesia ?
    Julgas que diante dos copos ,
    da garrafa vazia,
    encontraras a musa do amor ?
    enganado estás meu caro medíocre !
    a musa imaculada que buscas,
    aquela que o verdadeiro poeta canta,
    não está no brilho d’uma garrafa,

    Ilustre beberrão !
    Porque a musa doce e bela
    a pura e límpida impressão,
    É a alma limpa que chama
    É o espírito são que revela...
    Ilustre beberrão.
  • Blog "Imagens, poesias e informações"
    Carregadores

    2011, junho 14 - Minha pintura à óleo "Carregadores" foi exibida no blog "Imagens, poesias e informações", ilustrando poesia de Bertold Brecht. Postado por Maria José Speglich.
    "Quem construiu Tebas, a das sete portas?
    Nos livros vem o nome dos reis,
    Mas foram os reis que transportaram as pedras?" (fragmento)
  • Blog "As idéias de um Renato"
    A vida, etílica, é muito melhor

    2011, maio 25 - Minha gravura giclée "A vida, etílica, é muito melhor" foi exibida no blog "As ideias de um Renato", ilustrando a poesia "Dona de mim", de autoria de Renato Souza:
    Você me deixa louco, me tira do sério
    Me faz perder a cabeça
    Fazer e dizer coisas que sem ti nunca faria, nunca diria
    Me torno outro junto de ti
    Somos uma dupla e tanto
    Mas no fim sou eu quem sempre leva a pior
    Acordo largado, jogado num canto
    Sozinho
    Me deixa pra trás, se esquece de mim
    E mesmo assim eu volto, procuro novamente seus braços
    Seu colo quente a me acolher
    Me pede para entrar e sem pudor algum eu te possuo
    Submissa
    Me deixa no controle
    Me engana
    Sou teu dono e você na espreita, louca para virar o jogo
    E vira
    Me vence
    Me deixa prostrado, caído, humilhado no chão
    Aos seus pés, suplico mais um dose
    E você me rejeita
    Tão dona de mim
    Me coloca na cama e às vezes nem nela, nunca canto no chão frio ou no desconfortável sofá da sala
    E eu acordo ainda sonado, aos prantos, com a cabeça a explodir
    Sozinho, ainda sob seus efeitos
    Defeitos
    Levanto
    Juro nunca mais te procurar
    Sou fraco
    No mesmo dia já estou lá, de quanto a sua espera
    Sempre rainha, soberana e dona de mim
    Mais uma dose, é claro que eu estou a fim
    Seco a garrafa para fugir e lá é você quem eu encontro
    E isso se torna um circulo vicioso
    Eu fugindo e te encontrando
    Você me ignorando e me aceitando
    E eu jurando nunca mais me embriagar.
  • Blog "Rua das pretas"
    Maternidade

    2011, abril 21 - Minha escultura "Maternidade" foi exibida no blog "Rua das Pretas", ilustrando a poesia "Arte poética" de António Ramos Rosa:
     Se o poema não serve para dar o nome às coisas
    outro nome e ao seu silêncio outro silêncio,
    se não serve para abrir o dia
    em duas metades como dois dias resplandecentes
    e para dizer o que cada um quer e precisa
    ou o que a si mesmo nunca disse.

    Se o poema não serve para que o amigo ou a amiga
    entrem nele como numa ampla esplanada
    e se sentem a conversar longamente com um copo de vinho na mão
    sobre as raízes do tempo ou o sabor da coragem
    ou como tarda a chegar o tempo frio.

    Se o poema não serve para tirar o sono a um canalha
    ou ajudar a dormir o inocente
    se é inútil para o desejo e o assombro,
    para a memória e para o esquecimento.

    Se o poema não serve para tornar quem o lê
    num fanático
    que o poeta então se cale."

  • Exposição "Motel barato"

    2011, março 10 - A poeta Clevane Pessoa escreveu o poema "Hostoriazinha de amor", inspirada pela minha exposição "Motel barato".
     Mulher que foi botão de rosa , filha de mãe carinhosa
    e pai que não foi machista
    cuidada, orientada, bonequinha mimada.
    casa-se com brutal perseguidor
    o que persegue- a- dor
    com prazer,
    para subjugá-la.
    Marca-a com ponta de cigarro,
    chuta-lhe a barriga prenhe
    e ela perde o rebento,
    arrebentada.
    Foge na madrugada.
    Chove,ela escorrega, fere os joelhos, torce o pé.
    Moço bonito oferece ajuda.
    leva-a ao motel barato.
    Limpa-a, banha-a, com mágicos dedos de prestigitador
    - o -que afasta a dor-
    e lhe faz amor.
    Depois disso, convida-a para ser moelo vivo, tela viva
    e os dois trabalham numa vitrina
    onde trocam olhares apaixonados.
    Depois,quando a loja do prazer se fecha, ali em Amasterdã, para onde figiram
    por temer represálias do carrasco, ele a leva ao motel barato
    -pois ainda não têm um lar-
    e retira toda a sua arte naquela pele de seda.
    Cria outra, invisível aos olhos comuns, com os dedos de criador,
    o que anulou a dor,
    Agora, esse espaço encardido , com puídas cortinas
    pink ,azulejos amarelados e pretos no rejunte, e cheiros fortes
    é agora,o paraíso,
    de um grande amor, retrato
    e nem parece um motel barato...
  • Blog "Artes e escritas"
    Enxugando os cabelos

    2011, março 01 - Minha gravura digital "Enxugando os cabelos" foi exibida no blog "Artes e escritas", ilustrando a poesia "Nudez" de Yayá.
     Pegar gravetos como se peixes fossem
    Ao mar. Recolhe avencas em infusão,
    Aquece ao estar sem horas visando montes,
    Em águas mornas, doces sais de imersão.
    Paixão d’uns anjos nus nas preces desse ontem,
    Aguarda e banha-se em ato de oração
    Da seiva em flor, na busca da ultimação
    D’ amor fiel numa indizível corte.
    Da sorte, nada diz e cala-se a fonte
    Em gesto pródigo, fineza e perdão
    Na fé que roga, implora e nega um afronte.
    Que seja um banho preguiçoso. Não conte
    Ao mal das águas dessa libertação
    E faz desfeita a mágoa no horizonte.
  • Blog "Viagem ao centro da tela"
    Ninfas dançando

    2011, fevereiro 21 - Minha gravura digital "Ninfas dançando" foi exibida no blog "Viagem ao centro da tela", ilustrando a poesia "Ritmo e sintonia" de Ermes Le Fou.
     Em um instante ela começa
    e já não sou mais quem eu era antes.
    Perco os sentidos, me descontrolo.
    Eu canto, danço, me liberto.
    O mundo a minha volta se transforma
    diante de meus olhos como que por mágica
    e a energia começa a fluir de todos os lados.
    Todos meus movimentos parecem ganhar vida própria.

    Não sei por quanto tempo ela se estende.
    Cinco, dez, vinte minutos...
    Isso realmente não importa.
    Ela vai me dominando como quem não quer nada
    e logo toma controle de todo meu ser.

    O som se torna cada vez mais alto e me pergunto
    se ele vem do mundo para mim, ou de mim para o mundo.
    O som se torna cada vez mais alto e é delirante a sensação de liberdade.
    Liberdade essa que me entrego sem medo, sem pensar...

    Tudo é vibração, tudo é ritmo
    Tudo é energia, tudo é cinética
    Tudo se interliga
    Sou o ar, sou o som, sou o céu, sou o chão.
    Como um balanço que vai perdendo a força
    Ela vai diminuindo o ritmo até cessar...
    Aos poucos retorno ao meu corpo.
    Meu espírito encontra o caminho de casa.
    A realidade retoma sua harmonia costumeira
    e eu mal posso esperar para retomar a minha harmonia!
  • Blog "do Bourdokan"
    Homem na escuridão

    2011, janeiro 30 - Minha gravura digital "Homem na escuridão" foi exibida no "Blog do Bourdoukan", ilustrando o texto "Ecce Homo", do autor.
    A humanidade é uma ave de asas partidas
    Que vaga no Universo rumo ao desconhecido
    Em busca de um sentido para a vida.

    Tem o alucinado por guia.

    Navega uma rocha movida pela soberba,
    Pela arrogância e pela paixão.

    O eu é, o ele não é. Um louvor à imperfeição.

    A humanidade é um espelho embaçado
    Alimentado pelo desespero e pela incerteza.

    Fome e ódio não permitem pensar no amanhã.

    A natureza não cria indigentes.

    O destino, uma profundidade insondável,
    Uma porta da qual só você tem a chave.

    Do destino, homem algum escapou.
    Nada é definitivo, nem a morte.

    Vontade de viver, vontade de poder,
    Eis a verdadeira dimensão do homem
    Para atingir o eterno e superar o infinito.

    Maior que o infinito menor que o imenso.

    Procure o intermediário entre o
    Saber e o ignorar e terá
    O invisível sustentando o visível,
    A essência superando a existência.

    Não há limite para o possível.
    Saber questionar é viver,
    Aceitar o dogma é anular-se.

    Quem pode entender a razão humana?

    O homem é algo que precisa ser superado.
    Brutalidade e ganância movem o planeta.
    O homem animal doméstico do homem.

    O que é o homem?

    Ele é aquele que troca a alma pelo lucro
    Ignorando o que a história ensina.

    Onde houver opressão haverá Revolução
    Eis o Homem.

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Gravuras e pinturas ilustrando poesias em 2010

  • Gravura digital 'Ninfas dançando'
    Ninfas dançando

    2010, dezembro 30 - A poeta Clevane Pessoa escreveu uma poesia inspirada nestas minhas Ninfas:
    Trilogia, tríade, trio de mulheres gráceis, as três graças
    não se tornem des/graças,
    mas promessas de fertilidade
    e possam chamar a chuva.
    Sempre no gerúndio, en/cantando,
    dançando,
    atraindo,
    num continuum de graciosidade.
    Mulheres atemporais, gregas, romanas, egípcias
    wiccanas, indígenas, hodiernas a celebrar a liberdade de ser.
    A música, cada um ouça a que soa, ressoa
    em seu self , em seu coração e alma
    e vibre através dos poros.
    A música ensinada às criaturas
    pelo movimento das águas,
    pelo tatalar das asas,
    pelas travessuras da brisa,
    pelo ritmo do capim e do trigo,
    pela viagem incessante das nuvens grávidas
    ou engravidando,
    é um presente :
    basta seguir um ritmo e dar vazão à alegria
    de estar para ser,
    vivo e resiliente...
  • Gravura digital 'Poeta meditando'
    Poeta meditando

    2010, agosto 18 - Minha gravura digital "Poeta meditando" foi exibida no blog "Lua dos apaixonados", ilustrando a poesia "A poesia e o poeta" de autoria de M@ José.
    "Deus criou a poesia
    Para ser apreciada
    Em qualquer hora do dia
    Deve ser admirada.

    Do nada o poeta cria
    Expressando seu sentimento
    Mostrando sua sabedoria
    Gerada do pensamento.

    Oh! Poeta que tanto ama!
    E sensibiliza os seus leitores
    Utiliza palavras e proclama
    Amor a tantos amores.

    Nas idéias do poeta
    Em tudo tem poesia,
    A emoção é completa
    Conquistando a simpatia."
  • Blog "Bacanal"
    Homem e natureza

    2010, outubro 26 - Minha pintura acrílica "Homem e natureza" foi exibida no blog "Bacanal - O canal dos Bacantes", ilustrando a poesia "Ipso colore", de Marcelo Farias.
    "O próximo instante é incolor
    poderá ser colorido
    ou ficar mesmo sem cor "

  • Escolhendo feijõ3s

    2010, setembro 30 - Minha gravura digital "Escolhendo feijõ3s" foi exibida no site "Recanto das Letras", ilustrando a poesia "Vida em bula" de Jorge Luiz da Silva Alves:
    "O escopo de minha existência gradua-se no colorido das tarjas ou na posologia das horas: manhã, drágeas; tarde, gotas; noite, xaropes. Um pico mal dado e, se ao invés de capturar veias romper artérias, o estertor significará o epílogo do sofrimento e o início do alívio. Na pior das hipóteses, estação de transferência para a Linha Negra das penitências.
    O alvo do meu sofrimento será atingido pela rombuda seta da fraqueza interior – construído que fora por minha alma dissoluta...
    ...e pelo total desrespeito ao meu corpo!"
  • Blog "Hana Haruko"
    Florista

    2010, setembro 18 - Minha pintura acrílica "Florista" foi exibida no blog "hana-haruko", haikai de Haruko:
    "O sol beija as níveas
    florezinhas encantadas:
    noivas, primavera."
  • Blog "Hana Haruko"
    Florista

    2010, setembro 18 - Minha pintura acrílica "Florista" foi exibida no blog "hana-haruko", ilustrando poema de Clevane Pessoa:
    "Encantada e inquieta com o mistério e as promessas das sementes,
    Haruko , que traz no nome o milagre da floração,
    planta, depois de revolver a terra marrom
    e adubá-la diariamente de forma orgânica,
    com cascas e raspas,
    um punhado delas,um presente,
    do que não conhecia a origem.
    Revê ao sol, a meninota estender a mãozinha gorducha:
    _Toma Haruko, é para plantar...
    E ela o fez.
    Seu suor, em pérolas líquidas, também caía ao solo
    quando trabalhava
    as inchadas sementinhas e seus embriões, prestes a brotar.
    E uma vez chorava enquanto cantava
    -pois não é que beberam tudo que ela externava com o coração ferido
    por alguém que tinha partido?
    E a magia da germi/Ação continuava:
    tegumento, endosperma, óleo, amido, proteínas.
    Brotos brotaram em direção à luz.
    Uma festa de verdes.
    E agora, entra setembro e o ciclo se inicia:
    níveas flores se abrem, todas juntas,em celebração irmanada.,
    Haruko tem agora, completamente encantada
    -e encantadora- sua primavera particular!"
  • Blog "Maracuja com açúcar"
    Trio de amantes

    2010, setembro 20 - Minha gravura digital erótica "Trio de amantes" foi exibida no blog "Maracujá com açúcar", ilustrando a poesia "Pica-flor" de Gregório de Matos, postado por Nina Sampaio.
    "A uma freira que satirizando a delgada
    fisionomia do poeta lhe chamou "Pica-Flor".
    Se Pica-Flor me chamais,
    Pica-Flor aceito ser,
    Mas resta agora saber,
    Se no nome que me dais,
    Metei a a flor que guardais
    No passarinho melhor!
    Se me dais este favor,
    Sendo só de mim o Pica,
    E o mais vosso, claro fica,
    Que fico então Pica-Flor."

  • Toda riqueza provém de violência

    2010, julho 06 - O poeta Freddy Diblu fez uma releitura da 'Canção do exílio' de Gonçalves Dias.
    'Minha terra tem carteiras,
    Onde canta o jabá;
    As rapinas que aqui rodeiam,
    Não saqueiam como lá.

    Nosso ao léu tem mais estrelas,
    Nossas praças têm mais atores,
    Nosso zé-povo tem mais lida,
    Nessa lida mais "mordedores".

    Em chiar, sozinho, ao açoite,
    Mais quelelê encontro eu lá;
    Minha terra tem carteiras,
    Onde canta o jabá.

    Minha terra tem no 171 "doutores",
    Que tais não encontro eu cá;
    Em chiar – sozinho, ao açoite –
    Mais quelelê encontro eu lá;
    Minha terra tem carteiras,
    Onde canta o jabá.

    Não permita Deus que eu corra,
    Sem que me revolte por lá;
    Sem que refute os usurpadores
    Que não encontro por cá;
    Sem qu’inda reviste as carteiras,
    Onde canta o jabá.'
  • Blog "Verso e prosa"
    Orfeu

    2010, julho 08 - Minha pintura à óleo 'Orfeu' foi exibida no blog Verso e prosa, ilustrando a poesia 'Anacoluto' de Dom Quixote.

    O meu verso adolescente
    É pra você
    Torto e sonso
    Esse meu verso
    Que enviesa quando olha
    De soslaio
    Se apruma
    E faz pose de adulto
    Esse verso
    Adolescente
    Que implica com a sua pose
    Implica por não saber
    Como lidar com você
    Como lhe dar esse verso
    Me dar assim pra você
    De presente
    De repente
    Ou relance
    Esse verso
    Adolescente
  • Blog "Sabedoria"
    Mesa de bar

    2010, julho 05 - Minha gravura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog "Sabedoria", ilustrando a poesia "Mesa de bar", de Rita Rovai Castellan.
    "A mesa do bar
    Não para de rodar
    Não é cachaça, é gente a passar
    Poetas e mais poetas
    Brincantes da noite
    Brincando com a noite
    Burburinho
    Confusão
    Não
    Apenas, paixão
    No ar, nas palavras, nas faces, nas risadas
    Nas calçadas
    Na esperança de uma nova estrada
    Que me leve para meu novo eu
    Por que esse.... já se perdeu."
  • Blog "Tuda"
    Mergulho

    2010, junho - Minha pintura digital 'Mergulho' foi exibida no blog Tuda Pap.el el.etrônico, ilustrando a poesia 'Mergulho', de Plínio Aguiar.
    'Abaixo da superfície de arrepio da nesga de mar
    Que vejo sentado no sofá na sala na manhã
    Devem estar peixes, diversas cores, tamanhos,
    Formatos diferentes no padrão de nado e guelras,
    Escamados e encourados com listras e pintas
    Que não eliminam a possibilidade de desejo.
    Abaixo da superfície de arranhões da faixa de mar
    Que sinto nos olhos parados estariam começo
    E fim, vulcões, serpentes e pentes de sereias
    Verdes, o próprio enigma de estar o que poderia
    Não estar no trocadilho de horas enferrujadas,
    dados do polifemo, Ulisses, regressos calados.
    Abaixo da superfície de violência de sobra de mar
    Que noto entre copas de árvores funciona usina,
    Vultos submergindo-se originados de albumina
    Mergulhando no verbo pronunciado em encontro
    De águas, espuma, sonhos, argila. Guitarras
    Emergem surpresas presas à quilha do último beijo.'
  • Blog "Lima Coelho"
    Casal III

    2010, junho 02 - Minha gravura digital 'Casal III' foi exibida no blog Lima Coelho, ilustrando a poesia 'Na moldura do soneto', de autoria de Freddy Diblu.
    'Amor é a incompletude do prazer
    Fulgor e inquietude de alma acesa
    É virtude de dor, amiúde e coesa
    Tem a ver com perpetuidade do ser.

    Sus! Mas é furor que produz beleza
    Que exala assaz o torpor de felicidade
    E se conduz a grandeza na efemeridade
    – O que mais faz juz por delicadeza!

    O Amor cai bem demais em lua nova
    Bem com vinosidade em flux de ais
    E com afinidade à meia-luz de alcova.

    Ademais, vai além de orgasmos plurais:
    É bem de entusiasmos originais, que inova.
    Amor? Quem o prova não se satisfaz, jamais!'

  • Favela

    2010, maio - O poeta Freddy Diblu escreveu a poesia 'Excêntricos corruptores', irmã gêmea, mas letrada, desta minha 'Favela'.
    'Friiia... ssssom-bria... sorrateiramente!
    Sois vós
    que sorrides espectros satânicos
    lacrimejais peçonhos exóticos
    Sois vós
    que cuspirdes tributos lancinantes
    escarrais juros ebola
    Sois vós
    que arrotardes peculatos macabros
    vomitais verdinhas infectas
    Sóis vós
    que assoviardes militantes
    mercenários
    espirrais paus-mandados sectários
    Sois vós
    que mijardes mísseis aterrorizantes
    evacuais borras radioativas
    Sois
    de quem desabrocham bocas-do-lixo
    assanham-se déspotas sanguinários
    Sois
    a quem enfureçam mãos hediondas
    atiçam barbáries gangrenáveis
    Sois
    por quem sentenciam autos-de-fé
    alastram cárceres barras-pesadas
    Vós!
    quando prostituístes a paixão
    corrompestes o amor
    sequestrastes os sonhos
    Vós que sois
    A b j e t o s
    Parasitas, marotos
    vermes nas chagas
    Só vós
    o mau-olhado atroz
    a fedentina dos esgotos.'
  • Blog "Prosa e verso de boteco"
    Moça nua

    2010, abril 24 - Minha gravura digital 'Moça nua' foi exibida no blog 'Prosa e verso de boteco', ilustrando a poesia 'Nesta rua', de Zenaide Negrão.
    'Nesta rua...
    Num tempo primeiro
    de primeiros passos
    passo a vida em coloridos
    ladrilhos de pedrinhas de brilhantes.

    Num segundo momento
    o tempo do sofrer se faz presente
    e a vida se torna cimentada
    e junto aos brilhantes
    brotam espinhos.

    Num último momento do meu tempo
    os brilhantes, o sofrer e os espinhos
    estão todos reunidos
    numa ínica rua
    num único bosque
    numa única vida
    num único coração.


    Solidão...'
  • Blog "Caos ordenado"
    Procurando na escuridão

    2010, abril 05 - Minha gravura digital 'Procurando na escuridão' foi exibida no blog Caos ordenado, ilustrando o ensaio 'Meia-noite', postado por Martín Langou.
    'os inimigos, quando atacam, parecem unir-se no ataque / aparecem todos juntos, de surpresa, ao cair da noite / querendo me pegar no contra-pé / testes de firmeza para uma prática forçada e, quiçá, maltratada / quando a luz se vai, fica sua ausência, oportuna quando vista como uma passagem / vamos, cavaleiro, que a luta é grande e a vitória só é possível sobre si mesmo / 'um leão por dia', berra a espada, sedenta por mais sangue que se transforma em suor da libertação... de si / instigado para mais luta, relutante quanto à própria força e a brecha no alto do cume do túnel que, por um simples raio de intuição, mostra a aurora já tão próxima / Ao amanhecer, tudo estará limpo e serei, novamente, eu e Eu, apenas.'
  • Blog "O imaginário"
    Ninfa

    2010, março 20 - Minha gravura digital 'Ninfa' foi exibida no blog O imaginário, ilustrando a poesia 'Soneto para o Dia Mundial da Poesia', de autoria de Márcia Sanchez Luz.
    'Vem pra cá, minha Poesia!
    Diz o que devo fazer
    durante estas noites frias,
    quando é difícil viver!

    Traz de volta o som que havia
    nas notas do alvorecer,
    nos semitons de outros dias
    que me faziam vencer

    manhãs de rondas infindas
    (entre emoções e razões)
    dentro de meu existir.

    E assim o dia que brindas
    será de intensas paixões
    num corpo inteiro a sorrir.'

  • Leda

    2010, março 12 - Minha pintura acrílica 'Leda e o cisne' foi publicada no blog 'Recanto das Letras', ilustrando a poesia 'Ritos de passagem', de Jorge Luis da Silva Alves (fragmento)
    'Agora batizada no fogo das vontades, Valéria abriu-se, farfalhante, para o céu sem lume, exigindo na soberania dos seus novos desejos:
    "Vem, que eu quero você."
    Principesco, real, o cisne deslizou nas águas escuras da incerteza futura, abarcando Valéria para a gloriosa viagem das revelações.'
  • Blog "Graça Graúna"
    Casal III

    2010, janeiro 26 - Minha pintura digital 'Casal' foi exibida no blog Graça Graúna, ilustrando a poesia 'Quase um alento', de Graça Graúna.
    'Sonho, acordo e enloucresço.
    Penso: a vida seria desolada
    se não houvesse canções de amor.

    Não digo, só penso:
    você é quase o meu alento
    ou quase tudo que eu quero.
    Vamos seguir a canção
    e deixar acontecer.
    "Pra quê rimar amor e dor?"

    Você é quase meu alento
    Vamos deixar o nosso nome na porta
    e seguir a canção.'
  • Blog "Prosas da Amazônia"
    Mesa de bar

    2010, janeiro 02 - A gravura digital 'Mesa de bar' foi exibida no blog Prosas da Amazônia XXI, ilustrando a poesia 'Amigo meu', de autoria de David Carneiro.
    'Sei que tu erraste e erraste feio amigo meu
    E que, como um menino, vais pedir perdão
    Como entre prantos segues para tua amada
    Que te diz agora em desengano
    Preferir a tudo a solidão

    Amigo meu qual foi teu crime?
    Artigo 115: Apaixonar-se por outro alguém
    Não te renego e nem te julgo
    Pois eu te confesso mau adulto
    Já sofri de amor também

    Agora sei que te reviras na tua cama
    E que um nome chama quando não crê
    Que tu fizeste por uma lira

    Enfeitiçado por uma gira
    Teu grande amor tanto sofrer

    E eu que te olho e nada falo
    Fico calado, sentindo a dor do teu penar
    Que hoje anda errado e anda errante
    Na busca ingrata e incessante
    De um tão distante perdoar

    E este mundo que agora tanto fala
    Que só te julga e te condena por traição
    Não carrega metade do amor que arde
    Calado e doído
    Dentro do teu coração.'
  • Blog "Notícias do sertão"
    Casal III

    2010, março 24 - Minha gravura 'Casal' foi exibida no blog Notícias do Sertão, ilustrando o post 'Poema 'Quase um alento'', de autoria de Graça Graúna e postado por Simone Cabral.
    Sonho, acordo e enloucresço.
    Penso: a vida seria desolada
    se não houvesse canções de amor.
    Não digo, só penso:
    você é quase o meu alento
    ou quase tudo que eu quero
    Vamos deixar o nosso nome na porta
    viver o momento
    e seguir a canção.

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Gravuras e pinturas ilustrando poesias em 2009


  • Vaso com flores

    2009. novembro 10 - Minha gravura decorativa digital "Vaso com flores" foi exibida no blog Recanto das letras, ilustrando a poesia "O SUICíDIO (para minha amiga N...)", de autoria de Maria Martha:
    "Sobre seu corpo brotarão flores que minhocas deixarão viver.
    Lamento, amiga.
    Vá com Deus."

  • Moça nua

    2009, novembro 05 - Minha gravura digital "Moça nua" foi exibida no blog "Partos de Pandora", ilustrando a poesia "Adormece", de autoria de Violeta Teixeira.
    "Adormece! A morte abre a porta. Deixa-a entrar!
    Sentar-se-á. Olhar-te-á. Que importa! Dormes.
    Dormes. Serena, como a boneca de porcelana,
    Despenteada. Pernas quebradas, mas a abraças,
    E sonhas a criança. Essa mesma! Abraça-a!
    A morte, tenta acordar-te. Atropós prepara-se
    Para cortar a trama tecida. Dorme! O corte é doce.
    Acordarás outra. Orquídea roxa. Pedra granítica.
    Música nas veias de fontes, antes, secas. Dorme!

    Abraça a boneca de porcelana! Essa mesma!
    A da criança! A sepultada, no poema. Eterna!"

  • Menino

    2009, novembro 01 - A gravura digital "Menino" foi exibida no blog "Partos de Pandora", ilustrando a poesia "O que é o ser?", de autoria de Violeta Teixeira.
    "Sentada. Descalça. Mergulho as pernas, nas levadas
    Das regas de morangueiros e de mangueiras,
    Cuja terra seca suplica chuva. Subitamente, uma pergunta
    Se insinua, dorida, nos corredores escuros, da sua mente,
    Olho para as nuvens despenteadas pelo vento, com gestos
    Ternos, em busca de uma fuga. Mas a pergunta penetra-me
    Nas veias, inunda-me, transborda, quebra os diques
    Indefesos da garota. As pernas, essas, navegam nas águas,
    Aparentemente, ingénuas, como barcas seguras do rumo
    Traçado. Olho, de novo, para o céu cinzento. Desaba-me
    Sobre os ombros, pesado, inclemente. Que sei eu do Universo?
    Porque me estou na Terra? Quem me deu o Ser? Se me sou?
    Tremem-me as pernas. Indefesa, os meus dedos lavram
    Lamas, arrancam ervas, mas torturam-me as trevas
    Do conhecimento. Por que me estou no ali? Donde vim?
    Resposta alguma que me satisfaça! Aprendera, cedo,
    Que não havia deus algum. Que, na natureza, nada se criava,
    Nada se perdia, mas tudo se transformava. Logo era um bicho
    Da terra. Logo, a ela voltaria, como os pássaros que amava,
    E nunca destruía os seus ninhos, porque se eternizavam
    Nos filhos. Sim! Já havia aprendido, precocemente, é certo,
    Mas tudo me fora dito, sem eufemismos, sem um gesto de afecto.
    As águas das regas continuam. As pernas? As pernas? Da garota
    Rebelde? Permanecem mergulhadas nas águas frias, mesmo no agora
    Do escrevo. Anoitece! Agradeço as raízes do legado paterno,
    Embora, tenham sido plantadas, no solo inocente da criança, que
    Deixou , cedo, de o ser, se alguma vez o foi. Apago o olhar desse
    Tempo? Como o fazer? Sempre aceso, como o cigarro que fumo,
    O vinho que bebo, para anestesiar o cio, as palavras que teço.
    Como amortalhar a madrugada? Embriago-me! Drogo-me.
    «Cada um tem o seu ópio». Aperto as pálpebras. Cego-me?"

  • Amantes II

    2009, outubro 31 - Minha escultura em resina "Amantes" foi exibida no site Recanto das letras, ilustrando a poesia "Tu e eu" de autoria de Helena Luna.
    "Todo dia em nós mesmos nos perdemos
    em momentos de amor - pura paixão.
    é por ele, pelo amor, que nós vivemos,
    bate sempre forte, firme, o coração.

    Nada há que se compare à emoção.
    São instantes, para mim, doces,
    supremos.
    Todo dia em nós mesmos nos perdemos
    em momentos de amor - pura paixão.

    Abraçados no meu leito amanhecemos,
    corpos juntos, meus seios em tua mão,
    como fossem delicados crisantemos
    a vibrar em colorida floração.
    Todo dia em nós mesmos nos perdemos."
  • Blog "Ela nua é linda"
    A almofada vermelha

    2009, setembro 16 - Minha gravura digital "A almofada vermelha" foi exibida no blog Ela nua é linda", ilustrando diversas poesias. Editor e poeta Luiz Alberto Machado.
    ASTROLÁBIO
    Tua língua, hábil instrumento...
    Usa-a com precisão
    Mapeando os astros, presentes na imensidão do céu do meu desejo
    Descobre no recôndito do meu corpo galáxias a serem exploradas
    Astros que lampejam luz, excitantes faíscam...
    P.a.c.i.e.n.t.e.m.e.n.t.e explora...
    Entro em um voraz desvario que me consome... E assim...
    Todos os novos astros que descobre têm apenas um nome: ‘Prazer’

  • Angelina se mutila

    2009, setembro 15 - A poeta Clevane Pessoa escreveu a poesia "Alegoria para Angelina".
    "Angel de quatro braços
    Mina energia entre traços,
    Traça grafismos no ar.
    Começo da era, Eva primeva,
    todo final é recomeço,
    ciclos espiralados,
    arcos de cores nos céus,
    círculos concêntricos na água
    onde bate a pedra da lua
    ao olhar do arremessador."
    ver a poesia na íntegra 2010, maio 30 - A poeta Clevane Pessoa republicou esta poesia no site da Unión Hispanoamericana de Escritores, em uma coletânea intitulada 'Quando poetizo pinturas de João Werner - alguns poemas meus e obra dele'. As poesias foram criadas a partir de 3 de minhas gravuras, 'Burquinha', 'Parada de ônibus' e 'Angelina se mutila'.
  • Blog "da Professora"
    Colhendo laranjas

    2009, agosto 29 - A gravura digital "Colhendo laranjas" foi exibida no Blog da Professora, ilustrando a poesia "Laranja rosada", de autoria de Luciana Carreiro Fernandes.
    "Laranjas são como crianças.
    Estão em quase todo o lugar.
    Laranjas são lindas.
    Redondas.
    Cor-de-laranja.
    Lembra do sol.
    Quente. Que brilha intenso. Radiante.
    Como o sorriso e os olhos da criança.
    Laranja ativa o humor.
    Dá energia.
    Trás alegria.
    Todo mundo gosta de suco de laranja!
    Laranjas são ricas em vitamina C.
    Uma vitamina que reforça nosso organismo.
    Precisamos dessa vitamina,
    Assim como eu preciso de crianças…
    Então arranja as laranjas.
    Pode chupar ou fazer suco.
    Coloca na receita do bolo.
    Fazer bom uso para que a criança seja:
    Cor-de-laranja rosada.
    E não falte nas aulas.
    Trazendo alegria e saúde.
    Como a laranja me trás."

  • Poeta meditando

    2009, agosto 12 - A pintura digital "Poeta meditando" foi exibida no blog "Partos de Pandora", ilustrando a poesia "é este o meu ofício", de autoria de Violeta Teixeira.
    "é este o meu ofício. O grito. O grito do bicho
    Da terra. Do corpo da terra, peregrino, sem fé,
    Ao rés do vazio, morto de frio, a espera
    De um signo, que frutifique nos espinhos.
    Espera ilúcida e única do caminho que ilumine
    O silência, súbito, vinho, para a embriaguez
    Das palavras da vida e da morte. A brasa rubra
    De uma pedra coze-me o pão do poema.
    é este o meu ofício. O grito faminto
    Do corpo da terra. Do bicho da terra. Grito!
    Invoco, com avidez, a voz que tarda a ser voz,
    Que tarda a ser tear. Trêmula e indevisa, início
    O tecer do tempo voraz, mas este tudo faz
    Para abafar a nudez do grito. Pudor absurdo, Porque,
    sempre está a escuta o leitor, sabendo,
    Sem o dizer que, talvez o grito sufocado
    Dê à luz, numa obscura e pura madrugada,
    Um cântico ferido, mas tecido de amor,
    O mesmo será dizer o lugar branco da morte."
  • Blog "Noturno citadino"
    Mergulho

    2009, julho 29 - A pintura à óleo "Mergulho" foi exibida no blog Noturno citadino, ilustrando a poesia "Pular de um quinto andar?", de autoria de Giuliano Quase.
    "não seja ridículo.
    olhe lá embaixo.
    quantos metros cê acha que tem daqui lá?
    é bem capaz mesmo. é muito pouco, não vê?
    desta altura, cara, o máximo que vai te acontecer é quebrar uma perna. ou as duas. pode ser que o femur se esmigalhe uma costela fure o pulmão o joelho salte da parada e fratura exposta aquela sanguerada toda e você lá agonizando eu aqu'incima desesperado pronto morreu...
    quem sou eu pra te dizer, cara,
    o que pode e o que não pode se só tentando?

    mas de ponta cabeça.
    assim de coco no chão:

    toc

    pode que pode ser:

    e bau bau."
  • Blog "Noturno citadino"
    Cristal


    2009, junho 07 - A pintura digital "Cristal" foi exibida no blog "Noturno citadino", ilustrando o poema "valor e cultura", de Giuliano.
    "O copo de cristal por si não é belo.
    Pode ser um objeto.
    Talvez sua beleza esteja na moldura do contexto."
  • Blog "Intertextualidades"
    Colhendo laranjas

    2009, maio 31 - A pintura digital "Colhendo laranjas" foi exibida no blog "Intertextualidades.'Estou vivo e escrevo sol'", ilustrando a poesia "Laranjas de maio", de Luís Filipe Pereira.
    "Amanhã
    Quando vier o vento
    Deslizar na ave de água
    Adstrita à madrugada

    Seguirei o som das laranjas
    Sob o sol macio de maio

    Amanhã
    Quando cair a janela
    Como folha desfeita
    Na foz dos dedos
    Encontrarei nas ervas
    Uma jangada de verdura
    Afagando-me os joelhos

    Ficarei com os fios dos jardins
    Amá-los-ei no poema com os periféricos
    Pulmões dos nomes
    Dóceis de árvores

    Amanhã
    Entre os gomos do mar
    Cerca dos corais das laranjas lentas
    E os polegares
    Que inclinados no ígneo vento da voz
    Irão percutir
    Pingo a pingo
    O bando de águas
    Que virá beber
    Nas cascas vazias
    Dos meus bolsos"
  • Blog "Que mundo doido"
    Jovem anarquista

    2009, maio 01 - A pintura à óleo 'Jovem anarquista' foi exibida no blog Que mundo doido, ilustrando a poesia 'Anarquista (?!)', de autoria de Sidney Crivelari. Fragmento:
    'Rebelde,
    Radical,
    Excomungado,
    Anarquista

    Se lutar pela justiça,
    Contra o abuso do poder comprado,
    Este poder infame,
    Retalhado de mentiras.
    Se lutar pelos nossos direitos
    É ser anarquista,
    Então Mamãe,
    Seu filho é um anarquista (?!)'
  • Blog "Bar do bardo"
    Sinuca

    2009, maio 01 - A pintura à óleo "Sinuca" foi exibida no blog Bar do Bardo, ilustrando três poemas, "Três cenários suburbanos", de autoria de Henrique Pimenta.
    "Bolero misturado com samba

    "O cara vai à zona de pijama.
    A linda se apaixona pelo cara.
    Os dois, pois, se aconchegam numa cama
    e, após, pois, se chamegam numa tara

    de gosto duvidoso. O par se gama,
    repete o ritual, ele não para,
    deseja que deseja e faz a fama.
    é a lenda da menina que dispara

    da vida de puteiro suburbano,
    sem máculas, no amor purificado,
    por Nossa Senhorinha da Assunção.

    é a lenda do senhor que é ser humano,
    que acolhe sua escolha sem passado,
    nas bocas da Favela Coração."

  • ícaro

    2009, abril 15 - A pintura à óleo "ícaro" foi exibida no blog O silêncio dos versos, ilustrando o poema "La cena", de Manuel Díaz Martinez, postado por Lilina Jasmin.
  • Blog "Tatuagem"
    Semeador

    2009, março 26 - A pintura acrílica "Semeador" foi exibida no blog Tatuagem, ilustrando o poema "Ao meio dia, inteira" da poeta Carmen Fossari.
    "O outono espiou sobre teu ombro esquerdo
    E os sol já mais ameno
    Tentou adentrar em raios na casa casca do caracol,
    Dentre todos, o único que atingira estar
    Ao topo do muro, entre o portão
    E a parede alta
    Aos outros, no muro aos musgos ressecados,
    Trouxera o vendaval de chuva a umidade
    E entre o lamaçal e a poça d´água a procissão de lesmas
    Nem tão lerdas, nem tão certas
    Caracoleando ao muro um mostruário
    De incrustados estarem,nada mais vivaz
    Que ali estarem ( antenas recolhidas).
    Apenas ao topo no sol inesperado
    Era de incomodo, a deixar a casa toda transparente
    Do caracol ao cachecol em teu pescoço
    Avisto ao ombro esquerdo o filete de sol
    Ensolarado, meio zonzo sem saber onde adentrar
    Se na casa sob o muro em caracol,
    Se ao cachecol macio em seda que te envolve
    Ao dilema do sol , sorrio eu
    Pouso meu estar
    não em muros
    Se de pedras ou de ventos
    Nem de caracóis em procissões

    Nem ao filete do sol
    Ensolarando este jardim
    Que entre o muro e o jardim
    Colhem meus olhos tu
    Que do amor plantas
    Os mistérios ,docemente
    Como a portão aberto para a vida."
  • Blog "Poética e cotidiana"
    Carregadores

    2009, março 14 - A pintura à óleo "Carregadores" foi exibida no blog "Poética e cotidiana", ilustrando poema de Bertold Brecht, "Perguntas de um operário letrado". Fragmento:
    "Quem construiu Tebas, a das sete portas?
    Nos livros vem o nome dos reis,
    Mas foram os reis que transportaram as pedras?
    Babilónia, tantas vezes destruida,
    Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
    Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
    No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
    Foram os seus pedreiros? A grande Roma
    Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
    Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
    Sò tinha palácios
    Para os seus habitantes? Até a legendária Atlântida
    Na noite em que o mar a engoliu
    Viu afogados gritar por seus escravos.

    O jovem Alexandre conquistou as Indias
    Sózinho?
    César venceu os gauleses.
    Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
    Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
    Chorou. E ninguém mais?
    Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
    Quem mais a ganhou?

    Em cada página uma vitòria.
    Quem cozinhava os festins?
    Em cada década um grande homem.
    Quem pagava as despesas?

    Tantas histórias
    Quantas perguntas."
  • Blog "Ciranda do esquecimento"
    Sátiro à noite

    2009, março 11 - Foi exibida no blog Ciranda do esquecimento, ilustrando o poema "Licantropia", da poeta Laurene Veras.
    "Rasga
    a pele
    que te engasga

    Sibila
    e troca de casca

    Arrebenta pontos
    abre cicatrizes

    Puxa os fios soltos
    arde em magentas
    rejeita os matizes

    Sê fera
    medra no inadiável
    e mira
    o espelho inquebrantável

    de ti."
  • Blog "Lendo poemas"
    Espaço interior

    2009, março 09 - A pintura acrílica "Espaço interior" foi exibida no blog Lendo poemas, ilustrando o poema "Espaço lírico" do poeta Cassiano Ricardo, editada/postada por Jefferson Bessa.
    Não amo o espaço que o meu corpo ocupa
    Num jardim público, num estribo de bonde.
    Mas o espaço que mora em mim, luz interior.
    Um espaço que é meu como uma flor

    Que me nasceu por dentro, entre paredes.
    Nutrido à custa de secretas sedes.
    Que é a forma? Não o simples adorno.
    Não o corpo habitando o espaço, mas o espaço

    Dentro do meu perfil, do meu contorno.
    Que haja em mim um chão vivo em cada passo
    (mesmo nas horas mais obscuras) para

    Que eu possa amar a todas as criaturas.
    Morte: retorno ao incriado. Espaço:
    Virgindade do tempo em campo verde.
  • Blog "varal da Laura"
    Mulheres no varal

    2009, março 06 - A pintura acrílica 'Lavadeiras' foi exibida no blog Blog da Laura, ilustrando poema de Pedro Bloch. Postado por Laura Peixoto.
    "Nossa jaula
    somos nós mesmos,
    que vivemos
    polindo as grades
    em vez
    de libertar-nos."
  • Escultura Monumento ao Trabalhador Rural
    Monumento ao trabalhador rural

    2009, março - A escultura "Monumento ao trabalhador rural" foi homenageada em poema por Freddy Diblu, através da poesia "Um causo campesinho". Fragmento:
    "Quer Zé Negrim ave-marias
    Um alvorecer todo de pipiras
    Retrato dele à vela de sete dias
    A meninada de olhar assuntado
    Violas dedilhadas no trato caipiras"
    (ver a íntegra da poesia)
  • Blog "Longitudes"
    Pipa II

    2009, fevereiro 07 - Foi exibida no blog Longitudes, ilustrando o poema "Dê corda", da poeta Nydia Bonetti.
    "Dê muita corda
    Deixe seu sonho voar
    Ele tem pressa
    Ele não pode esperar
    Morre de esperar demais."
  • Blog "Clevane Pessoa"
    Anjo caído

    2009, janeiro 02 - A pintura à óleo 'Anjo caído' foi exibida no blog Clevane_em_Pessoa, ilustrando o poema 'Anjo caído' de autoria de Clevane Pessoa, em diálogo criativo. Fragmento:
    'abrir a boca de espanto,
    cair das própria altura, em pleno vôo de reconhecimento,
    e sentar-se desanimado, cansado de lutar
    por uma humanidade falida e inconstante...'

    2009, janeiro 03 - A pintura e o poema foram republicados no blog Mhário Lincoln do Brasil.

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Gravuras e pinturas ilustrando poesias em 2008


  • Mulheres no varal

    2008, dezembro 06 - A pintura mista "Lavadeiras" foi exibida no blog Lavando calcinhas, ilustrando o post "Lavadeiras", poema de Anabel Andrés. Postado por Lia.
  • Blog "Cativa do deserto"
    Boteco

    2008, dezembro 04 - Foi exibida no blog Cativa do Deserto, ilustrando o poema "Conversa póstuma", de autoria de Miguel do Rosário. Publicados por Camilla Lopes. Fragmento:
    "de que adianta morrer
    se deixas teu cheiro
    e contas não pagas
    em hotéis baratos
    da praça tiradentes?" [...]
  • Blog "Viva a poesia"
    Poeta meditando

    2008, novembro 21 - Foi exibida no blog Viva a poesia, ilustrando o poema "Epitáfio para la tumba de um poeta", de José Hierro, editada pelo poeta e professor Sílvio Persivo.
    "Toquei a criação com a minha testa.
    Senti a criação com a minha alma.
    As ondas me chamaram para o fundo.
    E logo as águas se fecharam."

  • Beija-sapo

    2008, novembro 18 - Foi exibida no blog Coluna Cultural Telescópio, do poeta e editor Every Carrara, ilustrando o poema "Verbo de Ligação" de Neida Rocha:
    "A vida é vaga.
    A morte é certa.
    O Sol é seu.
    O medo é meu.
    O ninho é nosso.
    A noite é longa.
    A morte é certa.
    A vida é breve."

  • Amantes

    2008, novembro 18 - Foi exibida no Blog do Mikael, ilustrando o poema "Os acrobatas" de Vinícius de Moraes.

  • Camarim

    2008, outubro 21 - Foi exibida no blog Recanto das Letras, ilustrando o poema "Camarim", de autoria da poetisa Miriam Dutra:
    "Encantam-me luzes
    e neons futuristas
    de um camarim.

    Colo na face a máscara rosada,
    arte do make-up-folhetim.

    Desastre....

    Nenhuma fantasia ficou bem em mim...."
  • Blog "Versos e perversos"
    Mergulho

    2008. outubro 10 - Foi exibida no blog Versos e Perversos, ilustrando o poema "Cremado", de Luciano Fraga.
    "Do alto da minha soberbia
    sou cinzas
    sem jardins,
    sem mares ou ventos,
    sozinho,
    rio de mim sem rodeios
    em meus pensamentos,
    assim
    como poderei me espalhar?"
  • Blog "Bar do escritor"
    Mesa de bar

    2008, setembro 26 - A pintura digital "Mesa de bar" foi exibida no blog Bar do Escritor, do poeta e editor Giovani Iemini
  • Blog "Overmundo"
    Amantes

    2008, setembro 14 - Minha pintura à óleo 'Amantes' foi exibida no site 'Overmundo', ilustrando a poesia 'Credo', de autoria de Saavedra Valentim.
    'Acreditei em seu amor
    Feri-me profundamente.

    A lâmina de sua traição
    Perfurou órgão vital da minha morte!
    Fratura exposta de um coração dilacerado,
    Peito aberto, alma fechada.

    Encarcerado, ainda,
    Talvez sempre o seja,
    Sentença de um tribunal tendencioso,
    Que o vitimado condena!

    Mortalmente ferido,
    Amor ainda exala,
    Esse coração desavergonhado,
    Mesmo esnobado, pisoteado.

    Mar de lágrimas rubras
    Manchou minh’alma límpida,
    Jorrou-me fervente na face,
    Abriu ferida, dor imensa.
    Restou profunda cicatriz,
    Certificado de desilusões vividas,
    Vida mortificada em vida.

    Abduzida a outros sonhos,
    A outros amores, desamores.
    Rosa escarlate, pétalas macias,
    Cujo néctar oferece barato
    A qualquer zangão, sedento.

    Doçura outrora,
    Fel agora,
    Veneno amanhã!

    Tento livrar-me das amarras,
    Mas suas garras cravam-me,
    Como uma águia voraz,
    E conduz-me ao alto,
    Ao etéreo, ao divino,
    Em seu ninho dividido.

    Sem piedade conduz-me
    Ao espaço sem destino.
    Resgata-me do passado,
    Aprisiona-me no eterno,
    Tortura-me no presente.

    Com futuro incerto,
    Com uma única certeza:
    Eu, simples mortal,
    A mendigar uma gota desse néctar,
    Que provoca delícias aos "Deuses",
    Em troca, oferendas de puro ouro,
    Contraste ao meu pobre amor pobre,
    Com certeza, opaco aos seus olhos,
    Visto ser metal barato, que não reluz.'
  • Blog "HF diante do espelho"
    Beira do rio

    2008, setembro 04 - Foi exibida no blog HF diante do espelho, ilustrando o poema "Cascata", da poetisa Hercília Fernandes.
    'Há um travo na garganta
    e um travão nos olhos.

    Um metro de lâmina
    e uma granula de ópio.

    Há uma palavra não-dita
    e um silêncio gritante.

    Uma ponte escondida
    e um chinelo azul verdejante.

    Há uma roda viva
    e um mar morto

    Uma verdade esculpida
    e um cavalo solto.

    Há coisas para serem ditas
    umas - outras – melhoradas...

    Uma lágrima fingida
    um riacho cheio d'alma:

    sebo
    nervo
    alheio

    em cascata.'
  • Blog Transversal do tempo"
    Poeta meditando

    2008, setembro 03 - Foi exibida no blog "Transversal do tempo", da poetisa Renata Maria, ilustrando o poema "Ficção":
    "Tentei ser triste num país sem nome.
    Voltei de lá sem saber o que é saudade.
    Fui para minha terra onde sorri é invenção.
    E o poeta de lá sou eu sim, senhor."
  • Blog "Enfim é o que tem"
    Forró

    2008, agosto 31 - Foram exibidos o poema e a pintura no blog Enfim! é o que tem pra hoje, do filósofo e editor Paulo Braccini.
  • Blog "Tatuagem"
    Ninfas dançando

    2008, julho 22 - Exibida no blog Tatuagem, da poeta Carmen Fossari, onde ilustrou a poesia "Ilha feminina". Fragmento:
    "O mundo feminino
    Abre-se de úteros
    Como as folhas em pétalas
    Que amanhecem
    Jardins, mundos, infâncias, flores
    O universo adulto do corpo amoroso
    Comportando outro corpo
    Da luz lasciva de todos os tatos
    Os sentidos, a intuição
    O homem barro macerado
    Que habita seu mundo
    De dança e música

    O feminino,nossa identidade
    carregamos na hitória
    Tantas estórias de dores
    Que um ser, por qualidade
    De gênero amalgamou
    Nas paredes do mundo
    Nãos imperativos,
    Revelações semanticas
    do femina
    A fome
    A dor
    A pobreza
    A miséria
    A intolerância
    A guerra

    Mas o tecido involucrável
    Descobrindo em nudez
    A palavra mulher
    Tece em desejos

    A paz
    A alegria
    A fartura
    A riqueza
    A tolerância
    A criação

    Aos mapas ortográficos
    As veias onde pulsam
    O ser feminino, Mulher
    O masculino ser, Homem

    Indcam a geografia
    De país algum
    Que não o construído
    De ventos e sonhos
    De vísceras e suores
    De esperanças e lágrimas

    Ao fogo que acende
    As almas, quando anoitece
    O corpo abrirá seus braços
    Aos abraços
    Femininamente amorosos
    Ao masculino homem
    Tão frágil quanto a fragilidade
    que enunciou da mulher
    pelos confins dos tempos."
  • Blog "Achamarte"
    Burquinha

    2008, julho 17 - Foi exibida no blog Achamarte, da poetisa e editora Clevane Pessoa de Araújo, ilustrando o poema "Burquinha":
    "Bom o tempo-que-rola
    nas bolinhas-de mundo-miniatura.
    Cada bola-de-gude parece uma planeta,
    uma beleza de olhar.
    Longe uma voz chama:
    -"Menino, venha já para casa"...
    O susto aponta o tempo-que passou
    num instante, como-é-que-pode?
    Meninos debandam.
    Uns, transidos de medo, sabem que vão apanhar.
    Mas amanhã...ah, o mundo encantado
    recomeça..."

    2010, maio 30 - A poeta Clevane Pessoa republicou esta poesia no site da Unión Hispanoamericana de Escritores, em uma coletânea intitulada 'Quando poetizo pinturas de João Werner - alguns poemas meus e obra dele'. As poesias foram criadas a partir de 3 de minhas gravuras, 'Burquinha', 'Parada de ônibus' e 'Angelina se mutila'.
  • Blog "Achamarte"
    Parada de ônibus

    2008, julho 17 - Foi exibida no blog Achamarte, da poetisa e editora Clevane Pessoa de Araújo, ilustrando o poema "Parada de ônibus":
    "A idade se repete nas filas
    dos ônibus.
    A ansiedade, a agonia, o medo do atraso,
    a vontade de chegar em casa,
    a necessidade de fugir,
    o passeio esperado,
    o desejo de abraçar os bem-amados,
    tudo é somado, pedaços de conversa,
    celulares e retalhos de assuntos,
    expostos quais frutas em banca de feira.
    nenhum pudor em xingar, reclamar, se desculpar:
    cada um tem sua musiquinha, uns jogam ,
    outras consultam recados...
    E o tempo urge, ruge,, a turma/turba reage,
    um coletivo passou sem parar.
    "é porque não pago mais passagem", treme o idoso
    ao desabafar.
    Alguém tem cólicas, uma das mulheres se encolhe,
    cai ao chão e começa a dar à luz.
    Um trombadinha aproveita a confusão
    e bate a carteira de alguém.
    Fulaninho nasce ali mesmo:
    um dia ele também estará numa fila, esperando
    ônibus.
    Na parada em movimento.
    O dia quer dormir, a noite começa a esperar
    também...
    E com ela, os trabalhadors da noite, os boêmios e os
    insones
    a esperar outros ônibus..."

    2010, maio 30 - A poeta Clevane Pessoa republicou esta poesia no site da Unión Hispanoamericana de Escritores, em uma coletânea intitulada 'Quando poetizo pinturas de João Werner - alguns poemas meus e obra dele'. As poesias foram criadas a partir de 3 de minhas gravuras, 'Burquinha', 'Parada de ônibus' e 'Angelina se mutila'.
  • Blog "Ultimagotad"
    Salto

    2008, julho 09 - A pintura digital "Salto" ilustrou o blog ULTIMAGOTAD, texto da artista radassi. Fragmento:
    "Tudo mesmo tem um por que?
    Tudo pode acontecer?
    As coisas acontecem por acaso?
    Ou porque está escrito?
    E o descaso vem ao acaso?
    Enfrentar vale mesmo apena?
    Saber o que vai acontecer é bom?
    Ou não saber e ´´seja o que Deus quizer´´é melhor?
    Aventura ou desventura?
    Apropiar ou aprovar?
    Criticar é ajudar?
    E se agravar a situação?
    Ausencia ou presença?
    E o tempo?
    RESPONDE?"
  • Blog "valéria Eik"
    Casal III

    2008, junho 01 - Imagem publicada na Revista Eletrônica Conexão Maringá, ilustrando o poema "Modo de amar" da poetisa Astrid Cabral. Trecho do poema:
    "Amor com tremor de terra
    abalando montanhas e minérios
    nas entranhas da minha carne.
    Amor como relâmpago e sóis
    inaugurando auroras
    ou ateando faíscas e incêndios
    nas trevas da minha noite.
    Amor como açudes sangrando
    ou caudais e tempestades
    despencando dilúvios.
    E não me falem de ruínas
    nem de cinzas, nem de lama. "
  • Blog "valéria Eik"
    Moça nua

    2008, junho 01 - Imagem publicada na Revista Eletrônica Conexão Maringá, ilustrando o poema "Redentoras", do poeta Erorci Santana. Trecho do poema:
    "Sejam as mulheres como as rosas
    ou como as aquarelas,
    quando estão conosco, quando não,
    quando vibram, quando alegram,
    quando doem, quando vêm e quando vão,
    quando sobem as ladeiras,
    quando descem passarelas.

    Tragam com elas os incorruptíveis
    sinais da beleza, ainda que se saiba
    impossível sua erupção
    fora da alma feminina, do corpo da mulher,
    esse vulcão que trabalha nosso desatino,
    faz a nossa inelutável rendição.

    Ainda que se pense em mar, em céu,
    no incrível arco multicor, no ar
    que impregna a flora e balança
    os frutos verdes após a chuva.

    E até no rodopio do ciclone,
    que louva Deus bailando
    sua aterradora e tresloucada dança,
    nas noites austrais, nas auroras boreais,
    numa explosão de luzes no setentrião.

    Nada disso ou tudo isso sequer
    supera uma lembrança de mulher.

    Fora de seu riso e de seu colo,
    não há razão de ser, nem como florescer
    a magia, a poesia, o êxtase, a canção.

    Chame-se então deslumbramento
    a essa compulsória devoção.
    E nesse diapasão lírico,
    celebro as que se foram,
    cuja ausência confrange o coração,
    as que esperam e acenam da janela, aquelas
    que virão mitigar a dor de existir,
    reinventar a fúria sagrada do amor.

    As que passam majestáticas
    e a gente acompanha com o olhar refém.
    Aquelas que apesar de entusiasmo e de desvelo
    só nos dão o seu desdém.

    As que não são vilãs, nem heroínas,
    nem escravas, nem rainhas, nem fundamentais;
    algo mais que a sina feminina
    ou a maioridade que a elas se negou.
    Não se diga “é bela esta mulher”
    porém bonita sua própria condição.

    Surpreendam sempre como o plenilúnio,
    o arco-íris, o solstício de verão,
    Não falte nesse comovido poema
    uma voz aveludada, uma mecha de cabelo,
    os opulentos seios das hollywoodianas,
    as pernas de garça das nordestinas,
    a imensa tristeza das chinesas de pés pequenos.

    Dê-se às mulheres o leme do mundo, deixem-nas
    recuperar o sentido perdido da ternura,
    apontar um outro rumo, à margem
    da brutalidade, da carnificina masculina,
    uma trégua para repensar se vale a pena
    parir e amamentar mísseis e canhões.

    Dê-se a elas o sonho do homem e grande
    e do menino; dê-se às mulheres-mães o direito
    de intervir no conselho de guerra das nações,
    o direito de escolha além da irracionalidade viril
    e da imbecil mutilação dos homens tolos.

    Que além de toda dor e corrupção
    cinja-se o corpo da mulher
    ao corpo do poema, e de ambos
    não se aparte a beleza suprema.

    Vão é vosso esmero, estilistas da confecção!
    Esse corpo de mulher, divino e magistral,
    só precisa de raio solar, folha de parreira.

    Mas dê-se a elas bons frascos de perfume,
    batons variegados, provocantes lingeries,
    vestidos de organdi.
    Dê-se a elas inclusive a ilusão
    de que precisam de séquito, vestais,
    de algo mais que a generosidade
    de suas curvas, que a seda de suas peles.

    Deixem-nas pensar que podem superar
    a grandeza de sua própria criação.

    Sejam bem amadas as amantes,
    orquestrados com cuidado seus suspiros
    inebriados, os frágeis cristais e os apelos
    de sua carne insaciada.

    Sejam os rompantes das mal amadas
    amparados com carícias em dosséis
    e o fogo que elas trazem represado
    arda nos flancos, ao galope dos corcéis.

    Sejam como as rosas abertas,
    cintilantes, despudoradas, acesas
    ou como aquelas fechadas,
    grávidas de promessas e belezas.

    Sejam gráceis, redentoras.
    Sejam salvação."
  • Blog "Orgasmaravalha-me"
    Boteco

    2008, abril 11 - Minha pintura à óleo "Boteco" foi exibida no blog "Orgasmaravalha-me", ilustrando a poesia "bom dia, tristeza".
    "bom dia, tristeza!
    que tarde, tristeza!
    você veio hoje me ver.
    já estava ficando até meio triste
    de estar tanto tempo longe de você.
    se chegue, tristeza!
    se sente comigo
    aqui nessa mesa de bar,
    beba do meu copo,
    me dê o seu ombro
    que é pra eu chorar:
    chorar de tristeza,
    tristeza de amar."
  • Blog "Cirando do esquecimento"
    Sátiros e ninfas

    2008, março 31 - Poeta: Manuel Bocage, Poema: "Epitáfio para um sátiro", Blog: Pirulin lulin lulin, postado por Laurene Veras
    "Lá quando em mim perder a humanidade
    Mais um daqueles, que não fazem falta,
    Verbi-gratia — o teólogo, o peralta,
    Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade:

    Não quero funeral comunidade,
    Que engrole "sub-venites" em voz alta;
    Pingados gatarrões, gente de malta,
    Eu também vos dispenso a caridade:

    Mas quando ferrugenta enxada idosa
    Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
    Lavre-me este epitáfio mão piedosa:

    "Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
    Passou vida folgada, e milagrosa;
    Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro".
  • Blog "Valéria Eik"
    Poeta meditando

    2008, março - Foi exibida na Revista Eletrônica Conexão Maringá, ilustrando poema "Recusa poética", do poeta: Ricardo Mainieri.
    "A poesia foi recusada
    quando buscava emprego.

    Simplesmente queria mostrar-se
    aos olhos sensíveis
    sem remuneração nem aplausos.

    Precisava ela adereços
    escrita automática
    provocar o estranhamento
    nas entranhas dos leitores?

    Ser pós, neo-barroca, intertextual?

    Não poderia ser simples
    refletir a sina diária
    na voz do homem sufocado
    pela cidade & suas seqüelas.

    Não há vagas dizia Gullar
    apenas feiticeiros da linguagem
    e suas pirotecnias..."

  • Forró

    2008, fevereiro 27 - Foi exibido no site Recanto das letras, ilustrando o poema "Forró na fazenda", da poetisa Sônia Maria Cidreira de Farias. Fragmento:
    "O forró lá na fazenda
    vai até as altas horas
    Invadindo a moenda
    Sacudindo as senhoras!

    Até o galo vem dançar
    co'a galinha carijó
    Esta a cacarejar...
    dá um nó em seu gogó!

    A égua e o cavalo
    gostam de se esfregar
    E no meio do embalo
    já começam a namorar!

    ....

    Se você quer ser feliz
    seja simples por favor
    Ouve a vida que lhe diz...
    "Só cultive o amor"!"
  • Blog "Teia de palavras"
    Sinuca

    2008, fevereiro 05 - Poetisa: Casti, Blog: Teia de palavras.
    "O jogo na mesa
    Um taco
    Noite inteira
    Conduzindo aspirações
    Para a caçapa
    Vontade numa tacada
    Certeira
    Matreira
    Firmar a ponteira
    Desce uma talagada
    Da pinga de primeira
    Ponto final..."
  • Blog Valéria Eik"
    Amantes

    2008, fevereiro - Esta pintura foi exibida na revista eletrônica Conexão Maringá, ilustrando a poesia "O Corpo Restituído", de  Américo Teixeira Moreira.
    "E ninguém saberá onde toco
    quando os meus dedos súbitos
    cantam no meio de uma aranha
    ameaçada, a receber a feliz oferta
    de um exercício silencioso.
    Serás consumida como uma fértil
    rosa encrespada sobre as minhas nádegas
    entorpecidamente duras e o tépido
    contorno das tuas coxas projectadas
    de encontro ao instinto selvagem
    que assim morre vivo
    deliciosamente exausto como uma
    pétala delicada no recolhimento
    das pálpebras ensonadas.
    Tudo, meu amor, está nas nossas mãos:
    esta harpa tranquila e delicada
    estranhamente desnudada pelo êxtase dos dedos
    em busca de uma laranja posicionada
    para ser repartida nos
    seus gomos sumarentos de fantasia.
    Vacilante e mordente cais dissipada como
    se fosses um estalido,
    um sopro adormecido pela minha baba
    opiária. Então amorosamente beijo
    o teu sexo desvairado na simbologia
    da passagem do sagrado para o profano
    de uma identidade, de um novo caminho.
    Assim renascidos da vertigem dessacralizada
    seremos a transumância dos amantes primitivos. "
  • Blog "Teia de palavras"
    Esperando clientes III

    2008, janeiro 19 - Poetisa: Casti, Blog: Teia de palavras.
    "Os carros passam lentamente, observando a mercadoria, avaliando e alimentando o desejo... Coxas, seios, bocas à mostra, oferta do "móvel" que tem para todos os gostos taras e fetiches. Negociações e acordos, ela quer o dinheiro, ele quer o resgate do desejo que por algum tempo foi sepultado..."

  • Boteco

    2008, janeiro 07 - Poeta: Lipe Du, Blog: Poesia vã.
    "O abrigar de uma nuvem...
    Céu ensolarado e mais um dia de curtição.
    Sem um sundown
    Pedimos sombra, pelo amor de deus!
    e tentamos tapar-lhe
    Sol!
    Sugerimos isso e aquilo outro
    Bate-boca amigável
    Conta-se a novidade de ontem
    O noticiado que apenas um viu e se
    encarregou de passar...
    Antenas!
    A louca foi presa,
    O ministro fez uma piada infeliz...
    Queremos mais e mais,
    Ali na esquina mais um copo
    e mais música
    e um boteco que acaba de abrir serve de refugio aos nossos anseios de fim de semana
    Tanta expectativa pra dois únicos dias
    Queria é mais"
  • Blog "Tatuagem"
    Abstrato

    2008, janeiro 04 - Poeta: Carmen Fossari, Blog: Tatuagem, Poema: "Vento", reproduzido aqui apenas um fragmento:
    V
    Ventania na litania
    Impalpável das membranas
    úteras que te constroem desde sempre
    Argamassa de pesadas dores
    Umbilical cordão da humanidade
    Que aterra teu invólucro e te faz
    Presa de ti mesmo
    Desde o lado que mastigas
    As migalhas da escuridão de outras pessoas
    O olho que vislumbra da ampla claridade
    A centelha oclusa em breu
    Ao canto alojada sendo de outro ser
    A tua mesma cicatriz de escuridão
    Tento eu tentáculos atravessar
    A cortina férrea, onde fincas teu estar.
    Talvez eu mesma em crendo a claridade
    Por tentar transpor esta barreira
    Seja da instransponível mediação
    A luz oclusa aterrada ao que passou. [...]

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Gravuras e pinturas ilustrando poesias em 2007

  • Blog "Teia de palavras"
    Moça

    2007, novembro 6 - Poetisa: Casti, Blog: Teia de palavras:
    "Vivia assim... Sacudida pelo despertar do relógio, no trem lotado e também pelas dificuldades que existiam depois da porta. Era impiedosamente sacudida, pelo homem que com ela sobrevivia... Sacudia no Samba de Fevereiro, sacudia a roupa para secar no varal. Finalmente, não mais agüentando tanta sacudidela, num dia comum de semana, sacudiu da janela do último andar onde trabalhava, espatifando-se no chão num embate final."
  • Blog "das Artes"
    Favela

    2007, novembro 06 - Poetisa: Casti, Blogue das artes
    "O abrigo desordenado
    Improvisado
    Favela
    Menino descalçado
    Duro percalço
    Driblando a vida
    A bola
    Rolando na viela
    A realidade revela
    Bala zunindo
    Indiscriminada
    Pra muito homem
    Pouca vela..."

  • Amantes

    2007, outubro 15 - Poetisa: Maria Luiza D'Errico Nieto, Blog: Recando das letras
    Poema: "Meu querer"
    'Meu querer...
    é sonho de amores
    toma forma de flores
    veste-se de cores
    banha-se de olores
    desfruta-se em delícias
    na troca de carícias
    da ovelha em balidos
    á espera do lobo
    para soltar mais gemidos.'
  • Blog "Literatua, amor e erotismo"
    Nua

    2007, setembro 5 - Minha pintura acrílica "Nua" foi exibida no blog "Literatura: amor e erotismo" ilustrando a poesia "Poema erótico" de Manuel Bandeira, postado por Karina Calado.
    "Teu corpo claro e perfeito,
    - Teu corpo de maravilha
    Quero possuí-lo no leito
    Estreito da redondilha...

    Teu corpo é tudo o que cheira...
    Rosa... flor de laranjeira...
    Teu corpo branco e macio
    É como um véu de noivado...

    Teu corpo é pomo doirado...
    Rosal queimado do estio,
    Desfalecido em perfume...
    Teu corpo é a brasa do lume...

    Teu corpo é chama e flameja
    Como à tarde os horizontes...
    É puro como nas fontes
    A água clara que serpeja,
    Que em cantigas se derrama...
    Volúpia de água e da chama...

    A todo momento o vejo...
    Teu corpo... a única ilha
    No oceano do meu desejo...

    Teu corpo é tudo o que brilha,
    Teu corpo é tudo o que cheira...
    Rosa, flor de laranjeira..."
  • Blog "Rosângela Aliberti"
    Lavadeira

    2007, setembro 05 - Minha pintura "Lavadeira" Ilustrou poema de Fernando Pessoa no blog da editora e poetisa Rosângela Aliberti.
    "A lavadeira no tanque
    Bate roupa em pedra bem.
    Canta porque canta e é triste
    Porque canta porque existe;
    Por isso é alegre também.

    Ora se eu alguma vez
    Pudesse fazer nos versos
    O que a essa roupa ela fez,
    Eu perdeira talvez
    Os meus destinos diversos.

    Há uma grande unidade
    Em, sem pensar nem razão,
    E até cantando a metade,
    Bater roupa em realidade...
    Quem me lava o coração?"

    Fernando Pessoa
    15-9-1933
  • Blog "Literatura. amor e erotismo"
    Trio de amantes

    2007, setembro 04 - A pintura digital "Trio de amantes" foi exibida no blog Literatura, amor e erotismo, ilustrando a poesia "Boceta", de autoria de Karina Calado.
    "da entrada à entranha
    dessa eterna
    morada
    da morte diária
    molhada
    de mim
    desde dentro
    o tempo
    acaba

    entre lábio e lábio
    de mucosa rósea
    que abro
    e me abra
    ça a cabe
    ça o tronco
    o membro
    acaba o tempo"
  • Blog "Valéria Eik"
    Abstrato

    2007, setembro - Minha pintura abstrata foi exibida na revista eletrônica Conexão Maringá, ilustrando a poesia "O pai a flecha a gosto", de Clodomir Monteiro.
    "Quem gera a flecha octogonal
    I
    Introdução do pai outono
    o pai na flecha que o define
    não finda o fim de quem o tem
    se quem não tem vivo o seu arco
    vive a procura pela haste
    arremessada sem a ponta
    II
    constante arte armadeira
    constante a haste de madeira
    provida pedra aguçada
    pontuda tem inconstante ferro
    flèche a origem fala mecha
    penas ou barbas nesta langue
    III
    objeto forma da flecha
    se quem ataca quer vencer
    munida vem de um entalhe
    adaptado à corda d`arco
    o pai será bem conformado
    ele objeto flecha e seta
    IV
    pai geometria octogonal
    a quem do raio perpendicular
    à corda o pai acerta geometria
    flecha jungida entre esta e o arco
    gera figura a outra flecha bela
    da natureza parteira da vida
    V
    na arquitetura dos arque dutos
    agulha de piramidal remate
    da torre igreja obra sacro oficio
    templo arquiteto demais edifícios
    o pai agulha construtor profano
    provê fachada santos aquedutos
    VI
    paterna construção mecânica
    Pai curvatura viga que situa
    peça obediente transversal esforço
    integra inteiro o seu comprimento
    à largura abaixo e acima flutua
    não cria só com a terra mãe atua
    VII
    reina sagittaria montevidensis
    na embocadura também reina flecha
    do pai rebento enxerto terminal
    flecha galocha a proteger a brecha
    inflorescência fogo das gramíneas
    pai planta aquática ornamental
    VIII
    botão da paternidade botânica
    sinal do desenho certeira flecha
    durante a vida educa e dirige
    pai quase sempre martim - pescador.
    busca comida outonando amor
    flecha de parto filho pai revive"
  • Blog "Valéria Eik"
    Moça dormindo

    2007, setembro - Minha pintura digital "Moça dormindo" ilustrou a poesia "Esposa", de Benílson Toniolo, publicada na revista eletrônica Conexão Maringá.
    "Meu olho cravado na treva do teu gozo
    Sobre as pernas te sustento madrugada afora
    Um alfabeto inteiro pra traduzir-te um sussurro
    Que exala da ressecada saliva
    Desenha o balé das ondas com teu dorso descoberto
    E as estrelas dos teus centros se dilatam
    Cegamente vagueiam e arfam os poros
    Um sol imenso escancara o riso fácil que buscavas

    Repousa então o caule inerte do teu corpo
    Sobre a tênue luz da minha pele libertada"
  • Blog "Teia de palavras"
    Janta

    2007, agosto 21 - Minha pintura a crílica "Janta" foi exibida no blog Teia de palavras, ilustrando poesia de Casti
    "Prato fundo
    Janta minguada
    Temperada em silêncio
    Vela chorada
    No breu da solidão
    Lida infinda
    Onde o diabo
    Não perdeu as botas
    Onde a fome se aloja
    Na barriga
    Dos irmãos...
    Família grande
    Pai autoritário
    Coração duro
    Mandacaru puro
    Com tempo certo
    Antes da janta
    Agradecendo
    Difícil vida
    Murmurada
    Em decorada
    Oração..."
  • Blog "Teia de palavras"
    'Minina Barreno'

    2007, junho 27 - Minha pintura acrílica "Minina barreno" foi exibida no blog Teia de palavras, ilustrando a poesia "Teias do dia"
    "E ela resolveu em dia comum colocar mais tempero na panela... Mexeu nos frascos procurando cheiro forte, cores vivas e uma inquietante receita começou a borbulhar no caldeirão... Algumas vezes era preciso tirar o avental, troca-lo por pérolas e saltos... A futilidade em medida proporcional ao cotidiano era essencial para não deixar o cheiro da cebola provocar lágrimas além das necessidades..."
  • Blog "Teia de palavras"
    Lavadeira

    2007, junho 18 - Minha pintura digital "Lavadeira" foi exibida no blog Teia de palavras, ilustrando poesia de Casti.
    "Tanta roupa
    Olha o sabão
    Orçamento
    Pouco tostão...
    Esfrega
    O futuro
    Cheiroso
    Preocupado
    Em bolhas
    De sabão."
  • Blog "Rosângela Aliberti"
    Trigo

    2007, junho 10 - Minha pintura acrílica "Trigo" foi exibida no blog "Rosângela Aliberti", ilustrando micro-poesias "Um pouco de Poetrix VII", de Rosângela Aliberti.
    Aspiro Letras

    Leio Poesias
    Sem odor nem cifras
    Vagando no(s) espaço(s)
    ...
    CleptoPOEMANIAS nas cabeceiras

    Passos irresistíveis...
    passeios de mãos... nos versos
    revirando criados-mudos
    ...
    Caminhos da Cura

    Curar a si mesmo
    É preciso
    Para auxiliar a quem precisa

    ...
    Às SombraS

    Quando tu permitires
    caminharam... contigo
    pequeninos candeeiros
    ...
    LOUVO O PÃO

    Sagrado Alimento
    Pão Nosso em bagos
    Letras de Esper@nça
    ...
    Sagrado Pão Nosso de cada dia

    Quinze bagos de trigo:
    E S P E R A N Ç A
    Poesia... Ave Marias!!!
    ...
    Incógnitas

    Nasceram Poemas
    dos punhos dos Zés-Ninguém
    (in)visivelmente mágicos
    ...
    Arquivo X

    Há candidatos: confesse
    a ETs na orbe terrestre
    - Quem não leva jeito?!
    ...
    CICLOPE

    Tirou o óculos
    olhando para o espelho
    morreu pulveriZado
    ...
    Línguas de sogra

    Não tenho mais 1 sogra?
    tenho a língua doce
    Gosto de sogras
    ...
    Pedacinhos de coração

    Para trocar letras
    (minh)a caneta estará contigo
    sempre livre para duetar
  • Blog "Cantares de amigo"
    ícaro

    2007, maio 12 - Foi exibida no blog Cantares de amigo, ilustrando o poema "ícaro", do poeta Al Berto (avelaneiraflorida)
    "Aprendeu a separar o nocturno zinabre
    do transumante desejo e poro a poro o dia
    larga sobre a pele os perfumes da terra
    e o tempo cobre-se de cardos em cinza

    tem o olhar escondido na inquietação da luz
    guarda no peito o sossego dormente das pedras
    um ombro de sombra dá-lhe frescor à boca

    mas se ao morrer o abrissem ao meio
    nada encontrariam
    nem vísceras nem ossos nem sangue
    apenas poalha de água
    e a dor da infindável travessia"
  • Blog "Maria vai com as ostras"

    Serpentes voadoras

    2007, maio 04 - Poetisa: Maria Ostra, Maria vai com as Ostras, Poema: 'A cobra'
    'despe
    a
    pele
    a
    pouco
    e
    pouco
    barulho
    :p'
  • Blog "Livro de cabeceira"
    Mulheres no varal

    2007, abril 29 - Minha pintura à óleo "Mulheres no varal" foi exibida no blog Livro de cabeceira, ilustrando a poesia "Vozes bugras", de Anabel Andrés.
    "São vozes de resistência
    Vozes que trazem a reverberação de antigas vozes
    Indígenas, africanas, ibéricas:
    Vozes raízes
    Vozes escravizadas, fugidas, rebeladas, indomadas,
    por mais abusadas que tenham sido
    Vozes mestiças: caboclas, cafuzas, mamelucas, mulatas
    Vozes camponesas, urbanas, suburbanas
    Que continuam a ecoar
    em cada mulher deste Brasil
    São vozes geradas no ventre da Grande Mãe
    Vozes de guerreiras
    Que nunca deixam de sonhar
    E de celebrar a vida
    Vozes que o tempo não há de calar
    Há de festejar"
  • Blog "Cultura popular"
    Boteco

    2007, abril 25 - Minha pintura à óleo "Boteco" foi exibida no blog Cultura Popular, ilustrando a poesia "A eterna dúvida":
    "Certa vez eu parei perto de um bar bem longe daqui,
    Se não for engano meu,
    Eu pedi uma pinga com mel de pequi.
    Nem me lembro se fui só pra tomar aquilo,
    Ou se estava mesmo disposto a curtir.
    Olhei pra todos os cantos
    E reparei num bêbado ali do meu lado.
    Se não me engano ele estava em pé,
    Ou será que estava sentado?
    Só me lembro que ele recitava uma poesia,
    Com charme de menino apaixonado.
    Acho que pedi outra dose
    Daquilo que estava tomando,
    E o bêbado ali do meu lado
    Continuava recitando.
    Talvez eu não tivesse nada melhor pra fazer
    Ou estivesse realmente gostando.
    Acho que ele falava de amor,
    Talvez de um amor que ali mesmo nasceu.
    Ou então poderia ser
    De um amor que ali se perdeu.
    Mas se não for engano meu,
    Talvez eu estava o tempo todo ali sozinho
    E aquele bêbado era eu."
  • Blog "Teia de palavras"
    Forró

    2007, abril 12 - Minha pintura à óleo "Forró" foi exibida no blog Teia de palavras, ilustrando poesia de Casti
    "Dá um "cheiro"
    "Arretado"
    Faz uma rima
    Com sorte
    Arreganha
    Um sorriso
    Luz do archote
    Lasca um beijo
    No cangote
    Pesa o passeio
    Da mão
    No corpo
    Antes redoma
    Agora resolve...
    Toma
    Doma
    Do sul
    Ao norte..."

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Gravuras e pinturas ilustrando poesias sem data

  • Blog "Sardenberg"
    Abanando café

    Poeta: Antônio Manoel Abreu Sardenberg, Site: Sardenberg Poesias, Poema: "Semeador"
    "Semeie, semeador!
    Lance no sulco a semente,
    Deixe que a chuva e o calor
    Façam ela germinar,
    Dar fruto e alimentar
    A mesa de muita gente.
    Semeie, semeador,
    Com suas mãos calejadas,
    O grão do trigo, a mostarda,
    Soja, arroz e feijão.
    Semeie, assim, a esperança
    De transformar o Brasil
    Na mais sólida nação...
    Semeie, semeador,
    Jogando a cana na cova,
    Pois com isso fica a prova
    Que você adoça a vida
    Fazendo-a menos sofrida
    E muito mais saborosa...
    Semeie, semeador,
    Milho, algodão e café,
    Semeie com muita fé
    Mostrando pro mundo inteiro
    Que você é o celeiro
    Que mantém a vida acesa
    Dando pão ao mundo inteiro!"

  • Amantes

    Poetisa: Maria Luiza DErrico Nieto, Blog: Recanto das letras, Poema: "Somos únicos"
    "Nesta emoção pujante
    um sonho se faz real
    Na cumplicidade dos amantes
    em abraço sensual...
    Corações pulsando amor
    dois em unicidade
    Vidas em sintonia
    agora e na eternidade...

    Somos assim... únicos
    corpos e almas reticentes
    Existências devotadas
    a este amor ardente..."

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